Do desespero eu fiz a paciência

by Farol Cego

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Do desespero eu fiz a paciência
As músicas presentes nesse álbum estão em produção há cerca de dois anos e são construídas de experiências íntimas para nós. O laço que permeia essas composições é a ideia do fardo, de situações que possuem uma desmedida gravidade da qual sair demanda imensa força. Escrevemos sobre, em face a quebra de si, escolhermos a volta ao eixo são; o servir-se da calma para a reconstrução do que foi desmanchado.

credits

released September 26, 2016

Gravado, Mixado e Masterizado por Gustavo Schirmer em Schirmer Studios.

Em parceria com Coletivo Atlas.

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Farol Cego Curitiba, Brazil

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Track Name: Coda
Só de ver seu rosto
em cacos,
abandonado e esperando
pelos guardas da prisão.

Vem a culpa e assassina
o meu bom senso.
E então o seu cortejo
triunfa.

Arcos que me chamam
pra casa.
Concha de veludo
me enterra
no mar.

Cúmplice da sua queda
eu acordo frágil ao dia.

O céu se encolhe
em pequenos frascos
e eu perco os meus passos.

O feixe escorre,
de novo e de novo,
por não ser negado.
Track Name: Pâro
Nunca pensei que seria tão difícil
escoltar cada gesto que merecia mais.
De vez em quando eu encontro
Mais um canto pra sorrir
Atrás de um muro que
Só sobe mais
Cada vez mais destoa minha cidade.
E a estrada tende a soltar minhas mãos
Quando não quero mais soltar
E não vou soltar, não vou soltar.

E eu não quis mais saber de mim
E acha graça dos sorrisos que pulam
Do andar mais alto e se despedaçam
Antes de bater no chão
Me perguntou se eu era forte
Respondi que sim, mas eu menti
Sorriu e disse que era sorte
Não precisar mais discutir
Eu digo que não
Track Name: Alpinista
Ainda nem terminei a primeira frase
e já estou ofegante em te explicar
o que aconteceu
Com o a voz falhando e o rosto doendo
seguro o choro e escolho cada palavra
pra não te assustar

Disseram que depois de um tempo passa
mas eu espero que não passe
se pudesse escolher
mesmo com dor
eu não esqueceria

Por todo esse tempo indiferente
não percebi o valor do inestimável
Os dias que arranjaria
pra aproveitar quem era tão importante
ficavam sempre pra mais tarde

E é tão vazio
que quase não sinto a tristeza
Tão vazio
que não consigo me concentrar

Fui só me debruçar
e caí num abismo
Um alpinista solto
sem ter onde segurar